segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Acordão do SINTE com o governo...

...acaba a campanha salarial da educação sem reposição das perdas!
Os trabalhadores presentes na última assembleía geral do SINTE dia 24/08 na praça da bandeira, presenciaram o enterro da campanha salarial 2009. A aceitação do acordão entre SINTE e ogoverno ficou notório, pois sequer eles concordaram para dá continuidades a moblização pelo reajuste salarial (47%).Todos sabem que a luta pelo reajuste é um forma dos trabalhadores buscarem recuperar o poder de compra dos salários. Caso isso não ocorra por um longo tempo nossos sal´riso vão ficando aviltados e cosnequentemente vai iorando nossas condições de vida. Desde da década de 1990 com o início das políticas neoliberais e os ataques aos servidores públicos que os salários vem sendoa rrochados brutalmente. Não é mais possível compra na semana seguinte o que se compra na anterior. Os preços sobem e os salários descem!
Dia a importãncia das camapnahs salariais:impedir que os salários fiquem além do mínimo que precisamos para viver. Contudo, não é assim que pensa a direção do SINTE/CUT. Na prática aceitam esse arrocho porque deixam de enfrentar a política salarial dos governos Lula e W. Dias através da ação direta dos trabalahdores, limitando-se a acordos deg abinetes tão rebaixados que quando acaba a campanha salarial, os salários já estão mais baixos do que antes. Posteriormente publicaremos nossa análise do acordão. Foi esse o sentido do fim da campanha salarial numa assembléia patética.
O Congresso vem ai! Todos devem ser candidatos para mudar os rumos do SINTE!

Em todas as regiões e regionais haverá escolha de delegados para o congresso estadual do SINTE, a ser realizado dias 12,13 e 14 de novembro deste ano. Todos/as aqueles/as que de alguma forma discordam do curso que tomou o SINTE, devem ser candidatos/as a delegados para no congresso propormos mudanças de rumo na entidade.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

NÃO INICIAR O 2º SEMESTRE!


Diante da negativa do governo W.Dias frente às nossas reivindicações, queremos dizer que a atitude mais coerente seria não iniciar o 2º período letivo. Dizer que está em dificuldades financeiras é uma simples piada, pois se tivesse mesmo em dificuldades, o estado não isentaria os impostos de grandes empresas como os grupos Claudino e Carvalho, nem muito menos aumentava o número de DAS e DAI, nem mesmo contratava mais funcionários pelo bilhetinho.
As denúncias do estudante Jahylles são emblemáticas no sentido de esclarecer o que de fato ocorre com as verbas públicas. O pior de tudo isso é que os únicos que estão na oposição são calados pela imprensa vendida, sustentada com as verbas públicas.

A situação não é fácil. No entanto, temos que entender que somente a luta será capaz de trazer nossas conquistas. No passado, quando o PT era oposição e utilizava os sindicatos pra luta, os governos do PFL e PMDB ficavam na "calça justa". Agora que o PT está no poder, PFL e PMDB fazem parte da situação, resta na oposição apenas a esquerda socialista. Mas é preciso dizer também que os trabalhadores em educação podem ser a oposição que falta hoje no senário político paiuiense. E com certeza não será pequena.

Defededemos não começar o período letivo pelas seguintes razões:

1. Não é possível mais viver com o salário de fome pago pelo governo do PT;
2. A data base é em maio. Dois meses de tolerância e o governo W. Dias só apresentou 0%;
3. Não iniciar o 2º semestre é uma arma forte da categoria e pressionará com certeza o governo. Não podemos disperdiçar esse momento;
4. Somente uma forte greve, organziada desde a base, será capaz de obter sucesso, haja vista, que as negociações de fato não ocorreram durante esses dois meses.

BASTA DE ENROLAÇÃO! QUEREMOS NEGOCIAÇÃO!
47% DE REAJSUTE E 13% DA DIFERENÇA DO PSPN!

sábado, 6 de junho de 2009

DIGA NÃO AO ARROCHO SALARIAL DO GOVERNO W. DIAS


PELO REAJUSTE DE 47%!
NÃO A O %!

Na assembléia do dia 27 de maio, foi decidido que a categoria entraria em estado de greve, e que seria marcada uma nova assembléia para o dia 03 de junho, ou seja, buscar alguma proposta do governo mas preparando a greve. Também ficou acordado que nesse período o SINTE se responsabilizaria por construir a greve, mobilizando a base. No entanto, o que se viu foi algo totalmente diferente, pois a direção foi para as escolas descaracterizar e desconstruir a greve, colocando a culpa nos professores. Abandonaram taxativamente o reajuste de 47% em troco de 13% e fechando os olhos para os graves problemas da educação estadual.
A mentira deslavada
Como se não bastasse, na assembléia do dia 03, Odeni e sua direção passaram dos limites. Primeiro trouxeram vários representantes de regionais do interior para relatarem que eram contra a greve e que o movimento não teria sustentabilidade em suas cidades. Isso sem sequer ouvirem os trabalhadores. Depois, no meio da assembléia a direção do sindicato forjou uma pseudonegociação no karnak. Tudo isso, fazia parte do plano arquitetado pelo SINTE para ganhar tempo e esvaziar a assembléia.

Entretanto, o tiro saiu pela culatra e a categoria insistiu e continuou firme para ver o desfecho da fatídica assembléia geral. Quando a “comissão de negociação” escolhida a dedo pela direção voltou, relataram que o governador estava ausente e que teriam sido recebidos pelo Kleber Eulálio, João de Deus, e Magalhães. Ironicamente os mesmos iriam repassar nossas reinvidicações a W. Dias. Será estes não sabiam ou sabem da pauta histórica da categoria?
Suposto esvaziamento
A maior parte da base já sabendo que essa ida ao karnak não daria em nada, já estava decidida a votar pela deflagração da greve, o que de fato ocorreu. Contudo, Odeni, de forma antidemocrática, não acatou a decisão da categoria, disse que a assembléia não tinha “clima” nem representatividade para decidir nada. Assim, colocou o microfone debaixo do braço, desligou o carro de som e foi embora descaradamente.
Falta de democracia
Foi um famoso um balde de água fria em todos os trabalhadores(as) presentes. Pode está parecendo brincadeira, mais foi exatamente isso que ocorreu. Como que uma assembléia com mais de 300 (ver assinaturas do livro ata) trabalhadores não tinha condição de decidir? A verdade é outra! Na realidade, Odeni desde o inicio se mostrou contra a greve e fez de tudo para não construí-la, inclusive indo as escolas para acabar com qualquer possibilidade do movimento pegar corpo. Todos nós sabemos das estreitas ligações da direção do SINTE com o governo. O sindicato foi o primeiro a desmontar, sob as ordens do Karnak, o movimento e inviabilizar um processo de luta que é legitimo e necessário. Para isso aniquilou a democracia da assembléia e propagou inverdades dizendo que a greve era coisa de uma “minoria”.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

É hora da greve, basta!

Educação cobra 47% de perdas mais 13% do Piso. Governo propõe 0%.

Desde o governo do PMDB, passando pelo do PFL até o do PT e seus aliados, nossos salários vêm sendo aviltados brutalmente e nossos direitos retirados a cada ano. Em oito anos do governo petista, nossas perdas somam cerca de 47%. É importante lembrar que W. Dias não cumpre os 30% de verbas constitucionais que deveriam ser aplicados em educação, gerando uma perda cerca de 270 milhões todo ano para os cofres da educação.
O principal discurso dos governos Lula e Wellington para tentar enganar os trabalhadores nas campanhas salariais deste ano é a crise econômica. Juntam-se aos empresários para dizer aos trabalhadores que o momento é de sacrifício e que não é sensato, portanto, pedir reajuste salarial. Entretanto, Lula e Wellington atendem com bilhões – através de doações, empréstimos, isenções - os pedidos de banqueiros e grandes empresários e ainda acham chique emprestar dinheiro ao FMI. Aos trabalhadores eles respondem com desemprego, arrocho salarial, descumprimento de acordos e corte dos direitos. Ainda utilizam a causa das vítimas das enchentes como desculpa para impor aos servidores seu pacote de maldades e sua política de arrocho.

Dinheiro só para os ricos

Dizer que não tem dinheiro é falácia. Não tem para cumprir os acordos com o funcionalismo e reajustar nossos salários. Como tem dinheiro para a GM e outras montadoras? Para socorrer empresas e bancos quebrados? Para manter o exército brasileiro no Haiti, protegendo os saques imperialistas e reprimindo os trabalhadores daquele país? Como tem dinheiro para emprestar ao FMI? Tem dinheiro até para o Frank Aguiar brincar de herói. A verdade é que o Piauí acaba de receber RS 980 milhões do BNDES a título de compensação pela diminuição do fundo de participação. Além disso, entrarão nos cofres da educação cerca de R$ 23 milhões a mais, decorrentes de aumento do FUNDEB em 2009. Sem falar que o Estado aumentou em mais de 20% sua receita com a arrecadação de impostos.

0% para servidores é afronta

A intransigência do governo de 0% em nossos salários é um afronta e um desrespeito acintoso aos trabalhadores e à escola pública. Por isso, nós da Educação com Lutas, acreditamos que só uma forte greve será capaz de quebrar a intransigência do governo petista. Para tanto, a direção do SINTE– PT/PSB/PCdoB – precisa parar de fazer jogo duplo, quando defende greve nas assembléias, para fazer média com a categoria, mas por trás desmobiliza a categoria e descontrói a greve, para não ter que se enfrentar com o governo do qual faz parte. No entanto, com o máximo de mobilização, organização e unidade da base, podemos derrotar o governo e conquistar o nosso reajuste salarial.

ORGANIZAR A GREVE CONTRA O ARROCHO SALARIAL DO GOVERNO DO PT/PSB/PCdoB!

DEVOLUÇÂO DO ADICIONAL DOS AUXILIARES DE SEGURANÇA JÁ!

Os auxiliares de segurança estão indignados, pois o governo retirou o adicional noturno no valor de 83,00 reais que eles recebiam, e alguns receberam menos que a metade, ou seja, 31,00 reais. E, para piorar, esse mês nem esse valor foi depositado nos contracheques.
Há muito tempo o governo vem desrespeitando os auxiliares de segurança com o não pagamento das horas extras e uma jornada de trabalho excessiva. Situação ainda mais crítica é a dos companheiros que trabalham no interior, chegando a trabalhar uma jornada desumana de 24h por 24h. O salário de um auxiliar de segurança não chega ao mínimo, depois dos descontos.
O governo do PT deveria reconhecer a importância desses trabalhadores para a educação e atender de forma integral todas as suas reivindicações. Nós, da Educação com Lutas, defendemos a imediata devolução do adicional e o atendimento das demais reivindicações dos auxiliares de segurança. Até a vitória!

ACREDITAR OU NÃO NA GREVE SOB A DIREÇÃO DO SINTE?

Existe muita desconfiança no seio da nossa categoria quanto à possibilidade de uma greve vitoriosa sob o comando da atual direção do Sinte. Achamos que é legítima essa desconfiança, afinal de contas, sofremos sucessivas traições ao longo

dos últimos anos, principalmente a partir do golpe da desvinculação da nossa regência, em 2003, até a aprovação do PCCS, em 2006, que acaba com o Estatuto do magistério e com vários direitos históricos da categoria. Sem falar das inúmeras greves de faz de conta montadas e desmontadas por Odeni e o grupo do PT.
Direção do SINTE boicotando a greve

Agora mesmo estamos vendo a direção do SINTE-PI passar por cima da deliberação da última assembléia geral (27/05) que definiu o início da greve para o dia 3 de junho, quarta-feira. Cabendo à direção do sindicato e aos trabalhadores construírem a greve em cada escola e em todo o Estado. E devendo o sindicato disponibilizar os recursos materiais, humanos e financeiros necessários para o êxito da nossa luta. No entanto, Odeni e outros diretores estão andando nas escolas não para mobilizar e construir a greve, conforme aprovado pela categoria, mas, ao contrário, para desmobilizar a categoria e desconstruir a greve. O que eles estão dizendo é que no dia 03/06 “a categoria vai decidir greve ou acampamento”, e não foi isso que ficou decidido na última assembléia. Assim, fica bem clara que a atual direção não quer enfrentar a greve para não ter que se confrontar com o governo. A categoria deve exigir da presidente do sindicato seriedade e mais respeito.

Motivos para não desistir

Acreditamos que a greve é necessária, pois é uma imposição da realidade dada a intransigência do governo e poderá ser vitoriosa se a categoria assumir o movimento e exigir da direção do SINTE que, também, cumpra com o seu papel de defender os interesses da categoria em vez e não proteger o governo. Devemos eleger um comando de greve logo no primeiro dia para que este assuma e conduza os rumos da luta. A greve, como toda luta, é definida pela correlação de forças. É bom lembrar que todos os direitos dos trabalhadores conquistados foram frutos das lutas, especialmente, das greves da década de 1980.

Nesse sentido, a unidade, a democracia e a ação direta tornam-se o cimento capaz de unir a classe e potencializar a greve, o que abre a possibilidade de vencer o governo. É nessa capacidade de luta e organização que nós da Educação com Lutas acreditamos.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

TODOS À SEAD! NÃO VAMOS PAGAR PELA CRISE!

Nesta quinta-feira, dia 21 de maio, os trabalhadores eme ducação estarão realizando manifestação na Secretaria de administração, reivindicando o reajuste de 47% e a manutenção dos direitos dos vigias, negados. O governo do PT diminuiu o valor do adicional noturno dos auxiliares de serviços de vigilância e cortou os vales-transporte de professores que tem rendimento bruto acima de R$ 1.500,00.
Por isso todos os trabalahdores em educação estão sendo convocadosa se fazerem presentes neste protesto. Haverá uma audiência com a Secretária de Administração, Regina Sousa. Na pauta, serão discutidos o reajuste salarial e o adicional noturno dos auxiliares de serviço de segurança, vaale-transporte e nossa pauta.
Os trabalhadores em educação não podem pagar pela crise! Participe! Dia 21 de maio, às 8 horas, em frente à SEAD!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Movimento Sindical
Maioria dos delegados (as) ao XX Congresso da Fasubra aprova a desfiliação da entidade à CUT

Em noite histórica no congresso, Fasubra desfilia da CUT

Desde o início da tarde o ambiente do congresso começou a fervilhar; só se respirava o debate em torno da desfiliação ou não da CUT. Em acordo com todas as correntes, foi aprovado um encaminhamento de quatro defesas para cada posição. O companheiro Doni, militante da Conlutas de São Carlos-SP, disse em sua fala: “tenho orgulho de ter sido construtor da CUT. De organizar uma Central combativa e que era considerada pela burguesia como radical. Porém, essa central não mais existe! De radical, a CUT virou um apêndice do governo, um gato manso no colo de seu dono, o Lula”. Por isso, enfatizou Doni, “os delegados e delegadas desse congresso são chamados à uma importante tarefa: livrar a Fasubra dessa Central chapa branca e governista que é a CUT”! Um clima de euforia tomou conta do plenário e espocaram palavras de ordem contra a CUT por todos os cantos. Uma delas falava: Você pagou com traição a quem sempre lhe deu amor!

Em seguida abriu-se o processo de votação com a constituição de três mesas coletoras. A apuração dos 970 votos encerrou por volta de 21:40 horas, com o seguinte resultado: 510 votos pela desfiliação, 454 pela manutenção da filiação, 02 nulos e 04 em branco. Desta forma, a Fasubra vira uma página de sua história e inicia uma nova trajetória, mas sem o peso do atrelamento ao governismo cutista.
A repercussão desse resultado deverá ultrapassar as fronteiras do movimento em funcionalismo federal, se refletindo em todo o movimento sindical brasileiro. Evidentemente, também é um grande passo no processo de reorganização e fortalece a iniciativa da Conlutas no caminho da construção de uma entidade unitária para a classe trabalhadora em nosso país. A partir de agora, se abre um período de debates, seminários, encontros e assembléias para discutir uma alternativa de organização para a Fasubra.

Apesar da euforia pela desfiliação, os delegados tiveram pouco tempo para comemorar. Neste momento, várias plenárias e reuniões estão acontecendo para articular a composição das chapas que concorrerão à direção da entidade. O grupo sindical VAL-Base, do qual os militantes da Conlutas fazem parte, já iniciou sua plenária e deve varar a madrugada.

Poços de Caldas, 14 de maio de 2009.

Paulo Barela
Representante da Conlutas

terça-feira, 12 de maio de 2009

Por Maurício Moreira

Servidores da educação ocupam o gabinete do secretário.

Nesta terça feira, dia 12 de maio, o SINTE-PI organizou um ato no pátio da SEDUC-PI com o objetivo de iniciar o processo de negociação da campanha salarial 2009, no entanto, outros problemas entraram no debate, como a questão dos auxiliares de segurança.
A intenção da direção do sindicato era somente fazer a média com a categoria para dizer que está se mexendo, mas o movimento saiu do controle de Odeni e CIA e os trabalhadores que lá estavam resolveram por ocupar o gabinete do todo poderoso secretário de educação Antônio José Medeiros.
Com a radicalização do movimento, o sindicato tentou acalmar os ânimos, mas já era tarde demais, dezenas de professores, auxiliares de secretária e auxiliares de segurança já se encontravam dentro do gabinete do secretário entoando palavras de ordem. Os auxiliares de segurança estavam indignados, pois o governo retirou o adicional noturno no valor de 83,00 que eles recebiam, e alguns receberam menos que a metade, o valor de 31,00.
A muito tempo o governo vem desrespeitando os auxiliares de segurança, com o não pagamento das horas extras, e uma jornada de trabalho excessiva. Situação ainda mais crítica é a dos companheiros que trabalham no interior, onde chegam a trabalhar uma jornada desumana de 24h por 24h.
Com toda a intransigência que já é de costume, o secretário não quis atender os trabalhadores. Então a base resolveu acampar dentro do gabinete até serem recebidos. O secretário não suportou a pressão e por volta de 12h30min uma comissão foi escolhida para uma audiência com a superintendente de ensino, Maria Xavier. No entanto, nada foi resolvido, pois a mesma afirmou que não vai haver reajuste salarial para os professores e que o corte do adicional noturno dos auxiliares de segurança será mantido.
Percebemos que o SINTE não tem forças para defender os interesses dos trabalhadores em educação, pois de acordo com a política de atrelamento do sindicato ao estado, o que ele deve fazer é colocar o rabinho entre as pernas dá uma desculpa qualquer para a categoria e sair de fininho.
Portanto, precisamos de um sindicato independente, sem nenhuma ligação com o governo do W. Dias e que venha a se colocar como uma verdadeira alternativa de luta para os trabalhadores em educação do Estado do Piauí.

domingo, 10 de maio de 2009


A mesma cena se repete

Ultimamente temos acompanhado o triste drama de milhares de famílias piauienses que tiveram suas casas invadidas pelas enchentes e perderam todo seu patrimônio construído ao longo de suas vidas, por conta das cheias que assolaram o nosso Estado.
No entanto, não seria certo culpar somente a natureza e colocar o ocorrido apenas como uma catástrofe natural, pois estaríamos fazendo exatamente o que o Estado espera. Neste sentido, acabaríamos por esconder um triste drama social que tem se instalado na grande maioria das cidades do Brasil nos últimos tempos. Drama esse, ocasionado por conta do crescimento exacerbado das cidades, em nosso caso, Teresina.
Nossa cidade vem crescendo vertiginosamente ao longo dos anos, e o Estado não tem realizado um acompanhamento eficaz dessas novas áreas ocupadas. Ao que parece é de interesse do Estado que tragédias como essa ocorra, pois em momentos como esse, a verba é garantida, e o melhor, sem licitação para a alegria dos “abutres” que se mantém através da miséria da classe trabalhadora.
A cada dia centenas de pessoas são empurradas para as zonas periféricas da cidade, morando em subhabitações, sem nenhuma infraestrutura, como: saneamento, água encanada e outros elementos básicos para a sobrevivência digna de um ser humano. Devido à especulação imobiliária que ocorre na maior parte da cidade, privilegiando as zonas nobres, que somente a elite tem acesso, a única alternativa que sobra para a classe trabalhadora é a ocupação das áreas de vulnerabilidade da cidade, ou seja, locais que anos após anos são acometidos por enchentes.
Os rios que cortam a nossa cidade deveriam ser preservados, no entanto, a situação que se observa é totalmente diferente, pois nossos rios são diuturnamente poluídos, recebendo os esgotos de forma direta dos sistemas coletores da cidade. Essa situação pode ser comprovada quando vemos que os prédios de luxo que se encontram na zona privilegiada da cidade, e também, os Shoppings centers, descarregam seus dejetos, sem passarem por nenhum tratamento, diretamente na calha do rio através de grandes “bocas de lobo” ao longo do rio Poty.
Por isso as populações que se encontram com suas casas submersas pelas águas, além dos prejuízos materiais, correm sérios riscos de serem contagiadas por doenças, através do contato com as águas poluídas.
Portanto, o cenário de destruição que presenciamos na cidade de Teresina é um reflexo do descaso do Estado para com a maioria da população explorada e sofrida que é obrigada a viver nestes locais por não ter alternativa.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

1° de maio: resgatar o Dia Internacional de Luta!

Atos vão marcar o dia do trabalhador em todo país.

O 1º de Maio é parte do calendário de mobilização da classe trabalhadora em todo o mundo. Neste ano, com a crise econômica mundial, muitos trabalhadores vão tomar as ruas com protestos, passeatas, atos e diversas manifestações em defesa do emprego e contra a retirada de direitos.
Aqui no Brasil, em alguns estados as manifestações serão unitárias com as outras centrais e organizações e, em outros, haverá atividades diferentes. Isto porque em alguns lugares as centrais governistas preparam mega-shows patrocinados por banqueiros e grandes empresários. Nestas localidades, não vamos organizar atividades conjuntas, pois neste momento de crise em que os governos não apontam com reajustes salariais para maior parte das categórias, não há motivo para comemorações.
O nosso tema será "Os trabalhadores não devem pagar pela crise; estabilidade no emprego já!". Vamos exigir emprego para todos, com redução de jornada de trabalho, sem redução de salário e sem banco de horas. Exigir moradia, terra, aposentadoria, educação e saúde públicas. Vamos lutar contra o racismo, o machismo, a homofobia e toda a forma de discriminação e opressão. Reafirmar a luta por uma sociedade justa, livre e igualitária e contra o capitalismo; pela necessidade de construir o socialismo, para que a humanidade possa viver plenamente.

Ato unificado em Teresina
O Dia do Trabalhador terá uma grande manifestação em Teresina e será promovida por várias entidades. A programação será desenvolvida nesta quinta-feira, 30, a partir das 15h quando acontece concentração na Praça da Liberdade, às 16h, terá passeata e às 17h ato público e show na Praça Pedro II.
Organizam a manifestação a coordenação nacional de lutas- Conlutas, a Intersindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil- CTB, Central Unica dos Trabalhadores – CUT e a FAMEPI. As manifestações terão como proposta política o posicionamento contra a crise econômica, o combate ao desemprego e as tentativas de ataque aos direitos dos trabalhadores

Traga sua bandeira de luta e participe conosco da passeata!